Ele não sangra, ele é homossexual
ele pensa mais no seu cabelo
do que no seu futuro
esvoaçantes mechas no escuro.
Uma vergonha, alheia?
segunda, terça, quarta-feira
todo dia uma besteira,
semeia ingratidão.
Ela não sangra, ela não sabe se ama
ela tem 29 e só pensa em casar
orgulho próprio de leão, ela tem
ela já pensa em morrer sem amar.
Ela, ele, ela, ele
coroa de espinhos
muro lamentações
Berlin, berlinda
Ela, ele, ela, ele
Ele nunca teve herói,
porém, não se importa mais
ele tem sarna, ele coça
ele caçoa, ele atordoa
Ela dança e enlouquece
ela tem o olfato apurado
o cabelo dourado
um jeito sarcástico.
Eles deveriam ter tido outra chance. (3x)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Inquisição.
AGORA!
É hora de enfrentar, de sofrer, chorar, sei lá....Let’s go!
Você aqui, mas na real, foda-se o que pensas, quero seguir assim, desintegrar no meio dessas palavras sujas e carrancudas, aliviando e me maltratando um pouco.
A terra, os vermes, as formigas e as baratas já provam da minha carne, entram na derme lentamente feito vaselina, e algo aqui me agrada. Talvez seja essa doença incolor, não fluorescente de origem clóroformica. Sobe e desce, dos pés as cabeças, finito e infinito: vida inteira diante dos olhos.
Gritar. Espalhar a palavra por toda a parte.
Explodir de dentro pra fora, mudar tudo
do vermelho pro azul, mudar tudo
de casa pro trabalho, mudar tudo
A cada dia pareço mais com o que eu quero ser, do meu jeito, claro.
Tomamos um drink e eu te destilo com um olhar vivo, enquanto você luta com a sua cabeça tentando descobrir o que penso, quem sou. Quem? Pergunto-lhe, quem?
Suas novidades já são velhas novidades, elas envelheceram com nós, se tornaram velhas e bêbadas como todos nós, cheios de pensamentos tortos, inclinados e distantes. Tudo bem, é só mais um pouquinho de paranóia. Chega a doer em você?
Parem de me olhar, odeio essa cara de destruição em massa, me suga pro “underground”, me bata, me acuda e me masturba. Estaria sonhando? Ainda ando pelas palavras e chuto os seus padrões feiticeiros, me olho no espelho: poeta, artista e desordeiro. Oh meu deus, isso aqui parece um puteiro!
ACORDE! AGORA!
Anjos queimam lentamente,
bruxas na fogueira de Salém,
amores que não pertencem a ninguém,
vida, vidas, vidros e prisões
esquecidas, desmerecidas
pequenino menino, asas fraturadas
coração rachado, humor espacando
obrigado.
Não, não tenho medo de morrer.
É hora de enfrentar, de sofrer, chorar, sei lá....Let’s go!
Você aqui, mas na real, foda-se o que pensas, quero seguir assim, desintegrar no meio dessas palavras sujas e carrancudas, aliviando e me maltratando um pouco.
A terra, os vermes, as formigas e as baratas já provam da minha carne, entram na derme lentamente feito vaselina, e algo aqui me agrada. Talvez seja essa doença incolor, não fluorescente de origem clóroformica. Sobe e desce, dos pés as cabeças, finito e infinito: vida inteira diante dos olhos.
Gritar. Espalhar a palavra por toda a parte.
Explodir de dentro pra fora, mudar tudo
do vermelho pro azul, mudar tudo
de casa pro trabalho, mudar tudo
A cada dia pareço mais com o que eu quero ser, do meu jeito, claro.
Tomamos um drink e eu te destilo com um olhar vivo, enquanto você luta com a sua cabeça tentando descobrir o que penso, quem sou. Quem? Pergunto-lhe, quem?
Suas novidades já são velhas novidades, elas envelheceram com nós, se tornaram velhas e bêbadas como todos nós, cheios de pensamentos tortos, inclinados e distantes. Tudo bem, é só mais um pouquinho de paranóia. Chega a doer em você?
Parem de me olhar, odeio essa cara de destruição em massa, me suga pro “underground”, me bata, me acuda e me masturba. Estaria sonhando? Ainda ando pelas palavras e chuto os seus padrões feiticeiros, me olho no espelho: poeta, artista e desordeiro. Oh meu deus, isso aqui parece um puteiro!
ACORDE! AGORA!
Anjos queimam lentamente,
bruxas na fogueira de Salém,
amores que não pertencem a ninguém,
vida, vidas, vidros e prisões
esquecidas, desmerecidas
pequenino menino, asas fraturadas
coração rachado, humor espacando
obrigado.
Não, não tenho medo de morrer.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
(...)
Vivo, aqui estou
feliz, aqui estou
mãos dormentes, aqui estou
poesia, palavras que simplesmente acontecem
padecem o eu, no seu, em você.
Hey! Pro céu ou para o inferno?
Machucado de novo, aqui estou
ferido na guerra, aqui estou
me corte e verás que as palavras aqui estão,
mistas de compaixão e sedução,
poderás me achar.
**********************************************************************************
Desgaste,
físico e moral
nem ligo, posso,
me desligar,
olhos fechados, alma aberta
vejo as pequenas partículas da vida
enfim, isso já valeu a pena.
***********************************************************************************
Não ligo para o que você pense,
sendo sobre mim,
tantas verdades nas nossas pupilas,
tantas vaidades no mundo,
e eu só quero voar, fazer das veias coração,
voar nesse sentimento,
com ou sem razão.
feliz, aqui estou
mãos dormentes, aqui estou
poesia, palavras que simplesmente acontecem
padecem o eu, no seu, em você.
Hey! Pro céu ou para o inferno?
Machucado de novo, aqui estou
ferido na guerra, aqui estou
me corte e verás que as palavras aqui estão,
mistas de compaixão e sedução,
poderás me achar.
**********************************************************************************
Desgaste,
físico e moral
nem ligo, posso,
me desligar,
olhos fechados, alma aberta
vejo as pequenas partículas da vida
enfim, isso já valeu a pena.
***********************************************************************************
Não ligo para o que você pense,
sendo sobre mim,
tantas verdades nas nossas pupilas,
tantas vaidades no mundo,
e eu só quero voar, fazer das veias coração,
voar nesse sentimento,
com ou sem razão.
Amor, ódio, amor.
Prendendo a respiração, olho pra baixo. É realmente uma grande queda, não parece fácil, desço do pedestal e não enxergo mais a minha sombra e ela não está sóbria. Meus passos lentamente se afastam do fim, os olhos ainda flertam e clamo “deixe o meu coração ir”.
- Me culpe.
-Me ame.
-Me odeie.
- Para sentir-me é preciso ser mais intenso e menos moralista!
É isso! Nós somos a própria escória, os malucos, poetas e drogados. Quem se importa?
Podem jogar-me as pedras, eu pequei e não ligo em sofrer, apenas vou fluindo em cada milímetro da dor e então....BUM... Todos me esperam, e agora?
Então, segundo as normas da sociedade, não passo de um doente, um viciado em criticá-la, sou eu que sujo suas entranhas, tripas e veias com sprays Colorgin e uma ironia exacerbada.
TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...
Guitarra imaginária, bateria seqüencial, gritos e berros exuberantes!
Os passos firmes da revolta me trouxeram de volta, os olhos claros da moça bonita e o gostinho de ser o poeta mais vagabundo do mundo.
Prendo a respiração, olho pra baixo. Estou de volta.
- Me culpe.
-Me ame.
-Me odeie.
- Para sentir-me é preciso ser mais intenso e menos moralista!
É isso! Nós somos a própria escória, os malucos, poetas e drogados. Quem se importa?
Podem jogar-me as pedras, eu pequei e não ligo em sofrer, apenas vou fluindo em cada milímetro da dor e então....BUM... Todos me esperam, e agora?
Então, segundo as normas da sociedade, não passo de um doente, um viciado em criticá-la, sou eu que sujo suas entranhas, tripas e veias com sprays Colorgin e uma ironia exacerbada.
TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...TUTUTÁ...
Guitarra imaginária, bateria seqüencial, gritos e berros exuberantes!
Os passos firmes da revolta me trouxeram de volta, os olhos claros da moça bonita e o gostinho de ser o poeta mais vagabundo do mundo.
Prendo a respiração, olho pra baixo. Estou de volta.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Espancar pra valer II.
E dentro do peito: nada.
Sem água encanada, me arrumo pra noite, ainda é fim de domingo, um respiro para quem só pensa no precipício. Acho que vou simplesmente desistir, me soa mais fácil e, é tentador imaginar o que seria o canto dos anjos.
One, two, three, four!
Vamos rodar em uma máquina de lavar, esquecer tudo, quero me entregar por inteiro, embebido e envelhecido. A água nos afoga e afaga, o nariz sangra e esse é um processo lento e pago. Estou pronto.
Parece que deus quer-me louco e aos poucos começo a entender, porque realmente estou aqui e também sei que um dia você também irá descobrir. Obrigado pela paciência, você acaba de ganhar milhões de péssimos trocadilhos. Sorrio!
Minhas vestes, meus olhos pequenos e curiosos me lamentam, essas esquisitices, na forma mais clara e verdadeira do instinto. A falta de um carinho feminino, sinto, nem lembro quando foi a última vez que tive um. O verão chega com um calor mórbido, descendo pelo tubo digestivo e colando o estômago com cola sintética.
Revistas enrugadas,
antigas masturbações,
sangue, aborto, menstruações.
Não sei por que, adoro pessoas e insetos contraditórios.
Me injete a cura!
Me injete a cura!
Injete a cura no meu templo!
QUEM ENSINOU VOCÊ A ESPETAR MEU CORAÇÃO?!
Sem água encanada, me arrumo pra noite, ainda é fim de domingo, um respiro para quem só pensa no precipício. Acho que vou simplesmente desistir, me soa mais fácil e, é tentador imaginar o que seria o canto dos anjos.
One, two, three, four!
Vamos rodar em uma máquina de lavar, esquecer tudo, quero me entregar por inteiro, embebido e envelhecido. A água nos afoga e afaga, o nariz sangra e esse é um processo lento e pago. Estou pronto.
Parece que deus quer-me louco e aos poucos começo a entender, porque realmente estou aqui e também sei que um dia você também irá descobrir. Obrigado pela paciência, você acaba de ganhar milhões de péssimos trocadilhos. Sorrio!
Minhas vestes, meus olhos pequenos e curiosos me lamentam, essas esquisitices, na forma mais clara e verdadeira do instinto. A falta de um carinho feminino, sinto, nem lembro quando foi a última vez que tive um. O verão chega com um calor mórbido, descendo pelo tubo digestivo e colando o estômago com cola sintética.
Revistas enrugadas,
antigas masturbações,
sangue, aborto, menstruações.
Não sei por que, adoro pessoas e insetos contraditórios.
Me injete a cura!
Me injete a cura!
Injete a cura no meu templo!
QUEM ENSINOU VOCÊ A ESPETAR MEU CORAÇÃO?!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Pseudo pornô.
Meu olhar beija o céu. Jeito criança cria caretas nas nuvens.
Quadripolar. Dias feitos para amar, hoje. Ontem, esqueço. Vens aqui me ver, nessa noite de verão que chove lentamente. Fotografo a sua alma, no ângulo dos pensamentos e saneamentos básicos para manter-me de pé madrugada a dentro, rumo ao centro de tudo aquilo que me satisfaz.
Um trago de birita, molho as palavras.
Soul um pestinha de sorriso largo, cabeludo e largado! Caiu, mais caiu pro lado mais confortável do sofá, jeito preguiçoso e cabeça cheia. Elevou-se. Me escondo da realidade, e é rápido enquanto dura, sou da noite e inspiro para soprar a loucura.
Pego no flagra.Alma pontuada, minha terapia é auto-conhecimento, brinco com as minhas mãos tocando ar, ar de respirar! Suga-me, aos teus céus e degusta-me.
- SIM. SIM.SIM.
- V O Z Q U E E C O A A M E N T E A T O A.-
Sinto as montanhas da minha mente se mexerem,
preciso “loco”mover-me.
Quadripolar. Dias feitos para amar, hoje. Ontem, esqueço. Vens aqui me ver, nessa noite de verão que chove lentamente. Fotografo a sua alma, no ângulo dos pensamentos e saneamentos básicos para manter-me de pé madrugada a dentro, rumo ao centro de tudo aquilo que me satisfaz.
Um trago de birita, molho as palavras.
Soul um pestinha de sorriso largo, cabeludo e largado! Caiu, mais caiu pro lado mais confortável do sofá, jeito preguiçoso e cabeça cheia. Elevou-se. Me escondo da realidade, e é rápido enquanto dura, sou da noite e inspiro para soprar a loucura.
Pego no flagra.Alma pontuada, minha terapia é auto-conhecimento, brinco com as minhas mãos tocando ar, ar de respirar! Suga-me, aos teus céus e degusta-me.
- SIM. SIM.SIM.
- V O Z Q U E E C O A A M E N T E A T O A.-
Sinto as montanhas da minha mente se mexerem,
preciso “loco”mover-me.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Brisa eterna.
A vida passa, quero sim, vivê-la. Sexta hoje é dia.
Invencível, intocável: não sofrei mais por antecipação.
Peço licença, vida, vivo. Vovim vivo. Motim em mim.
Aloja-se no peito essa viagem, a mochila nas costas,
as cordas da viola e o fio das músicas.
Sexta; bebemorar, bebemorando esquecendo e lembrando.
Sexta; bebemorar, bebemorando, com ou sem teto.
Cigarros em um cinzeiro em forma de concha,
amores em formatado de peixes,
feixes de luz na vida escura das camisas do Alice in Chains,
tudo em dosagem rápida, sem muito tempo pra pensamentos,
apenas me desprendo.
Sexta. Mudar é preciso.
Invencível, intocável: não sofrei mais por antecipação.
Peço licença, vida, vivo. Vovim vivo. Motim em mim.
Aloja-se no peito essa viagem, a mochila nas costas,
as cordas da viola e o fio das músicas.
Sexta; bebemorar, bebemorando esquecendo e lembrando.
Sexta; bebemorar, bebemorando, com ou sem teto.
Cigarros em um cinzeiro em forma de concha,
amores em formatado de peixes,
feixes de luz na vida escura das camisas do Alice in Chains,
tudo em dosagem rápida, sem muito tempo pra pensamentos,
apenas me desprendo.
Sexta. Mudar é preciso.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Pensamento em trânsito.
Por onde sempre passo, reparo em lugares que nunca vi, hoje. As 18h40min do dia 2/12/2009, meus olhos chegaram lá, grandes olhos negros, sensíveis ao mar. Tal mar que, nesse dia e nessa hora me tocou lá dentro, possibilitando-me ouvir a sinfonia das ondas batendo lentamente as areias frias do sul. E como é belo, o sul.
De passagem, digo, diga-se de passagem...
Da ilha ao continente, do consciente ao inconsciente, me faço ao natural.Sou filho de Deus, portanto, sigo como tal.
O que tem essa reflexão? Histórias. Vivo para vivê-las ou contá-las?
Não sei, quem sabe? O que sei é que meu estilo é nômade e se multiplica.
Posso dizer que minhas raízes estão aqui, não nessa ilha, mas nessas linhas que a minha pitoresca pessoa foram reservadas antes mesmo de ser um embrião.
Sei disso e faço por onde, afinal, por onde mais eu faria?
(Tudo isso num pensamento em trânsito, no ônibus.)
É tão simples e prazeroso ver as coisas passarem. Da minha janela, as enxergo como um quintal e tenho o poder de descrever cada uma de suas rosas, com suas mais fundas particularidades tecidas em nobres adjetivos.
Beleza. Natureza. Amor. Força. Vitória.
Espanta-me essa vontade exacerbada de vida! Oh Ilha da Magia!
Me apaixona os teus ventos,
a planarem com a brisa
desloca meus pensamentos
em fatos e momentos
livres, leves e loucos.
E digo que não são poucos.
Cérebro chega fica rouco, cafuné ameniza.
Me ponto chegou, até o próximo devaneio.
Nunca jogue a poesia pra escanteio, sinão vareio.
De passagem, digo, diga-se de passagem...
Da ilha ao continente, do consciente ao inconsciente, me faço ao natural.Sou filho de Deus, portanto, sigo como tal.
O que tem essa reflexão? Histórias. Vivo para vivê-las ou contá-las?
Não sei, quem sabe? O que sei é que meu estilo é nômade e se multiplica.
Posso dizer que minhas raízes estão aqui, não nessa ilha, mas nessas linhas que a minha pitoresca pessoa foram reservadas antes mesmo de ser um embrião.
Sei disso e faço por onde, afinal, por onde mais eu faria?
(Tudo isso num pensamento em trânsito, no ônibus.)
É tão simples e prazeroso ver as coisas passarem. Da minha janela, as enxergo como um quintal e tenho o poder de descrever cada uma de suas rosas, com suas mais fundas particularidades tecidas em nobres adjetivos.
Beleza. Natureza. Amor. Força. Vitória.
Espanta-me essa vontade exacerbada de vida! Oh Ilha da Magia!
Me apaixona os teus ventos,
a planarem com a brisa
desloca meus pensamentos
em fatos e momentos
livres, leves e loucos.
E digo que não são poucos.
Cérebro chega fica rouco, cafuné ameniza.
Me ponto chegou, até o próximo devaneio.
Nunca jogue a poesia pra escanteio, sinão vareio.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Garoto galante.
Permito-me a preguiça, após adormecer com os anjos:
e-s-p-r-e-g-u-i-s-o-m-e.
Somepalavras. Issomemo...
Por hoje, pretendo perpetuar a minha própria história artística, comer chocolate e ver o tempo passar do meu sofá com um sorriso quase eterno.
Coração Hard-Rock, Whiskey na jarra.
- YEAH!!!
Elevado ao nível do meu abalado ego, agradeço as coincidências e conseqüências dessa vida, obrigado, obrigado, obrigado...Embriagado! E não para por aí...
Faço me desordeiro, o vândalo das palavras, as vezes tenho medo de mim, conheço bem o único prazer da destruição. Receio que já perdi o controle, me nego me entregando, apenas sigo andando... E como.
(...)
- Menino, essa sua poesia é subversiva, é forte de raiz e nostalgicamente compulsiva.
- Apenas tenho medo e não sei o que acontece, permito-me novamente a pri..pri...guííí..ça.
Falo de mim pra mim mesmo. “Carai nêguin isso aqui é mó viají, qualé qui é”.
- Lugares.
-Os mesmo lugares. Que meus olhares expansivos, outrora e de volta agora, tateiam e exploram horizontes fluentes em novidades. Ah essas novidades...
- Sem mais, sonoramente me despeço.
e-s-p-r-e-g-u-i-s-o-m-e.
Somepalavras. Issomemo...
Por hoje, pretendo perpetuar a minha própria história artística, comer chocolate e ver o tempo passar do meu sofá com um sorriso quase eterno.
Coração Hard-Rock, Whiskey na jarra.
- YEAH!!!
Elevado ao nível do meu abalado ego, agradeço as coincidências e conseqüências dessa vida, obrigado, obrigado, obrigado...Embriagado! E não para por aí...
Faço me desordeiro, o vândalo das palavras, as vezes tenho medo de mim, conheço bem o único prazer da destruição. Receio que já perdi o controle, me nego me entregando, apenas sigo andando... E como.
(...)
- Menino, essa sua poesia é subversiva, é forte de raiz e nostalgicamente compulsiva.
- Apenas tenho medo e não sei o que acontece, permito-me novamente a pri..pri...guííí..ça.
Falo de mim pra mim mesmo. “Carai nêguin isso aqui é mó viají, qualé qui é”.
- Lugares.
-Os mesmo lugares. Que meus olhares expansivos, outrora e de volta agora, tateiam e exploram horizontes fluentes em novidades. Ah essas novidades...
- Sem mais, sonoramente me despeço.
Bebê do Big Bang.
Nesse choro, dê pandeiro que canta pelas mãos do maestro do samba, dê bem-estar e dê cervejas que molham palavras e refrescam idéias, sou verão e padeço em perdição.
Algo me falta, alguém está faltando. Lê, donde estás?
Mergulhando em mim, te sinto. Bonita.
Esqueço o samba, fecho os olhos, um segundo e lá estamos nós: juntos, tão espremidos no sentido da palavra, que nos (trans)formamos em um único ser, filhos da mãe d’água. É confortável ver nossas auras nadando juntas, a adrenalina corre nas minhas veias reais e imaginárias nutrindo minhas virtudes e esse é seu efeito em mim.
(Beijo lento, apaixonável e interminável – quero, preciso, necessito)
Pensamento luz rápido, palavras e poesias recitadas no vento, enfeitam você pelo toque sensível das minhas mãos trêmulas e meu sorriso desajeitado é seu, só seu e de mais ninguém.
Um impacto em minha vida,
um amor que cura qualquer ferida.
As luzes se ascenderam, última música, um trago,
para sempre juntos.
Algo me falta, alguém está faltando. Lê, donde estás?
Mergulhando em mim, te sinto. Bonita.
Esqueço o samba, fecho os olhos, um segundo e lá estamos nós: juntos, tão espremidos no sentido da palavra, que nos (trans)formamos em um único ser, filhos da mãe d’água. É confortável ver nossas auras nadando juntas, a adrenalina corre nas minhas veias reais e imaginárias nutrindo minhas virtudes e esse é seu efeito em mim.
(Beijo lento, apaixonável e interminável – quero, preciso, necessito)
Pensamento luz rápido, palavras e poesias recitadas no vento, enfeitam você pelo toque sensível das minhas mãos trêmulas e meu sorriso desajeitado é seu, só seu e de mais ninguém.
Um impacto em minha vida,
um amor que cura qualquer ferida.
As luzes se ascenderam, última música, um trago,
para sempre juntos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A 100º Postagem.
Quando ele nasceu o primeiro presente que ganhou foi um poema.
Vou poupá-los desse meu arroubo de pai.
Mas a intenção daquele meu desvario literário era dizer que o protegeria para sempre.
E que, na borrasca ou no estio ou na abundância, estaria ali do seu lado – atento e amoroso.
Os versos devem estar hoje em alguma gaveta empoeirada. Mas foram um sinal do que vinha pela frente.
O tempo, como sempre, voou. E, à maneira de todo pai que se preze, passei a imaginar minha melhor criação de muitas maneiras.
Um engenheiro, advogado ou médico para ser o meu contraponto.
Um “chef” de cozinha - quando resolveu, no início da juventude, fazer estágio num restaurante – para ser o meu gourmet.
Ou quem sabe um aviador, como sonhava o avô, para ser o meu Santos Dumont.
Ah, quantas angústias e delicias povoam as ideias de um pai ao ver seu filho crescer.
E como são poéticas as cabeças paternas. Imaginam coisas do arco da velha, veleidades que até Deus duvida.
Não fugi à regra.
Para o bem e para o mal, sou pai dramático, passional, exagerado.
Todos os meus filhos que o digam.
Amo-os com a dedicação de um estivador e a delicadeza de um dente-de-leão ao vento.
O que não senti ao ver que o meu rebento, que poderia ser o médico ou o engenheiro que nunca fui, seguiria a mesma trilha pela qual enveredei?
Um amante das palavras como eu!
Medo, quanto medo.
Confesso que foi a minha primeira reação.
Será que o meu (sempre) pequeno garoto estaria preparado para entregar sua vida a esses caprichosos sinais gráficos?
A essas convenções gramaticais que, por tantas vezes, convencionaram que eu deveria me ajoelhar a seus pés e ficar cismando indefinidamente em busca de significado?
Pensei logo, co mo naquele meu primeiro poema ao filho, em protegê-lo de tal sorte.
Mas era tarde. Não se protege um homem de seu destino.
Fui então, como a velha árvore, deixando apenas que a minha sombra recaísse sobre a do meu descendente, broto que despontava cheio de vivacidade sob o Sol.
E assim foi.
Essas 99 postagens dele, revelam algo muito importante para nossas vidas: sinto que, feito eu, ele nunca mais vai abandonar essa paixão.
Inexorável como parece ser, meu filho, só lhe resta fazer o seu melhor.
E que as Musas sempre sorriam para você e sua lira.
Carlos Castelo.
Carlos Castelo é jornalista, publicitário, humoristas e nas horas vagas meu pai.
Vou poupá-los desse meu arroubo de pai.
Mas a intenção daquele meu desvario literário era dizer que o protegeria para sempre.
E que, na borrasca ou no estio ou na abundância, estaria ali do seu lado – atento e amoroso.
Os versos devem estar hoje em alguma gaveta empoeirada. Mas foram um sinal do que vinha pela frente.
O tempo, como sempre, voou. E, à maneira de todo pai que se preze, passei a imaginar minha melhor criação de muitas maneiras.
Um engenheiro, advogado ou médico para ser o meu contraponto.
Um “chef” de cozinha - quando resolveu, no início da juventude, fazer estágio num restaurante – para ser o meu gourmet.
Ou quem sabe um aviador, como sonhava o avô, para ser o meu Santos Dumont.
Ah, quantas angústias e delicias povoam as ideias de um pai ao ver seu filho crescer.
E como são poéticas as cabeças paternas. Imaginam coisas do arco da velha, veleidades que até Deus duvida.
Não fugi à regra.
Para o bem e para o mal, sou pai dramático, passional, exagerado.
Todos os meus filhos que o digam.
Amo-os com a dedicação de um estivador e a delicadeza de um dente-de-leão ao vento.
O que não senti ao ver que o meu rebento, que poderia ser o médico ou o engenheiro que nunca fui, seguiria a mesma trilha pela qual enveredei?
Um amante das palavras como eu!
Medo, quanto medo.
Confesso que foi a minha primeira reação.
Será que o meu (sempre) pequeno garoto estaria preparado para entregar sua vida a esses caprichosos sinais gráficos?
A essas convenções gramaticais que, por tantas vezes, convencionaram que eu deveria me ajoelhar a seus pés e ficar cismando indefinidamente em busca de significado?
Pensei logo, co mo naquele meu primeiro poema ao filho, em protegê-lo de tal sorte.
Mas era tarde. Não se protege um homem de seu destino.
Fui então, como a velha árvore, deixando apenas que a minha sombra recaísse sobre a do meu descendente, broto que despontava cheio de vivacidade sob o Sol.
E assim foi.
Essas 99 postagens dele, revelam algo muito importante para nossas vidas: sinto que, feito eu, ele nunca mais vai abandonar essa paixão.
Inexorável como parece ser, meu filho, só lhe resta fazer o seu melhor.
E que as Musas sempre sorriam para você e sua lira.
Carlos Castelo.
Carlos Castelo é jornalista, publicitário, humoristas e nas horas vagas meu pai.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Estralo.
Mais um dia. Menos outro.
Acordei, vivo, porém algo faltava. Vasculhei bem lá dentro, nada vejo, apenas a preguiça de levantar da cama. Penso mais um pouco, me reviro, me dou mais cinco minutos.
Rumo anti-social, preciso arder, quero gritar.
Agora e sempre, mais que antes.
(Solo, solo, solo, solo...)
Ficar só, falar sozinho.
Viver sozinho, sinal de solidão.
Não dói, pelo contrário, estou melhor do que você imagina. Tenho crises sorridentes, me movimento com freqüência e tenho feito todas as refeições. Meus horários não correspondem com as minhas intenções. Tudo bem, afinal, não quero ser perfeito e preciso ter o gostinho do “conseguir”.
Labuta de vida, quero sentir o meu futuro ser feito, ter uma mulher, dois guris e espaçosa casa na cidade e outra de veraneio. Vou distribuir amor a todos.
Talvez o que faltava era um incentivo, um olhar, um cafuné que mesmo de longe se possa sentir, o que importa mesmo nessa vida é a intenção. Ego sensitivo, caráter protetor e humor sarcástico, pois bem, ainda sou aquele, mas hoje com um brilho no olhar, com vontade de ir não desistir.
Sonhador e canceriano, vivente que sente.
30/11/2009. Así soy yo.
Acordei, vivo, porém algo faltava. Vasculhei bem lá dentro, nada vejo, apenas a preguiça de levantar da cama. Penso mais um pouco, me reviro, me dou mais cinco minutos.
Rumo anti-social, preciso arder, quero gritar.
Agora e sempre, mais que antes.
(Solo, solo, solo, solo...)
Ficar só, falar sozinho.
Viver sozinho, sinal de solidão.
Não dói, pelo contrário, estou melhor do que você imagina. Tenho crises sorridentes, me movimento com freqüência e tenho feito todas as refeições. Meus horários não correspondem com as minhas intenções. Tudo bem, afinal, não quero ser perfeito e preciso ter o gostinho do “conseguir”.
Labuta de vida, quero sentir o meu futuro ser feito, ter uma mulher, dois guris e espaçosa casa na cidade e outra de veraneio. Vou distribuir amor a todos.
Talvez o que faltava era um incentivo, um olhar, um cafuné que mesmo de longe se possa sentir, o que importa mesmo nessa vida é a intenção. Ego sensitivo, caráter protetor e humor sarcástico, pois bem, ainda sou aquele, mas hoje com um brilho no olhar, com vontade de ir não desistir.
Sonhador e canceriano, vivente que sente.
30/11/2009. Así soy yo.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Alergia à Alegria.
Estendo a minha bandeira, flutuo com o som das guitarras rebeldes e na travessia balanço meus cabelos que levemente pairam no ar. Música, preciso.
No jogo das tais palavras, a cada leitura, diversas emoções. Cansado, me preparo para deitar, antes olho as estrelas e imagino o céu de diferentes ângulos, enquanto isso, coisas estranhas acontecem dentro de mim. Dá lagoa pro quarto. No escuro é mais seguro e portas fechadas não trancam a minha vontade de berrar.
Jogo-me na cama que me ama, ufa! Vejo sentimentos se mexendo lá dentro e ainda ontem eu que dei um abraço, hoje preciso de um, forte e demorado.
Zilhões de pensamentos inglórios, apenas um amigo imaginário.
Poeta. Palavras. Artesão. Contra. Cultura. De-palavras. Peladas.
Olhando reto, ouvindo eco.
Toco meu rosto, já conheço as suas curvaturas calejadas e a barba mal feita, caricias que me preparam para sonhar numa alusão a toda ilusão.
Esse é morte de mais uma metáfora.
Dá pra imaginar?
Por hoje, prefiro o meu canto.
No jogo das tais palavras, a cada leitura, diversas emoções. Cansado, me preparo para deitar, antes olho as estrelas e imagino o céu de diferentes ângulos, enquanto isso, coisas estranhas acontecem dentro de mim. Dá lagoa pro quarto. No escuro é mais seguro e portas fechadas não trancam a minha vontade de berrar.
Jogo-me na cama que me ama, ufa! Vejo sentimentos se mexendo lá dentro e ainda ontem eu que dei um abraço, hoje preciso de um, forte e demorado.
Zilhões de pensamentos inglórios, apenas um amigo imaginário.
Poeta. Palavras. Artesão. Contra. Cultura. De-palavras. Peladas.
Olhando reto, ouvindo eco.
Toco meu rosto, já conheço as suas curvaturas calejadas e a barba mal feita, caricias que me preparam para sonhar numa alusão a toda ilusão.
Esse é morte de mais uma metáfora.
Dá pra imaginar?
Por hoje, prefiro o meu canto.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Desplugado.
Harpas e piano ressoam. Estaria no céu?
Procure no seu coração, revire a sua alma e relaxe as idéias, para então, ver que estarei sempre com você. Nesse mundo ou no próximo, até além do adiante.
Nos meus olhos, uma queda d’água orvalha sincera e minha face é assim nutrida, manchando para sempre esse papel de caderno timbrado. Então, lhe pergunto: o que é certo?
Emocionalmente nato. Fui feito para isso, carpido e esculpido.
Toda poesia me desgasta e renova, ao mesmo tempo.
QUERO TODAS EM MIM AGORA!
(...)
Choro, mas estou feliz, ouvindo músicas que falam de amor e também de solidão, dei um tempo para encontrar a mim mesmo. Na minha cama toda a minha sinceridade, de um lado pro outro, com a insônia que voa longe pra encontrar você, onde os sonhos não têm pudores e posso transformar dor em inspiração.
Nunca fui tão sincero e amor é tudo o que eu preciso, agora e pra sempre, para perto do crepúsculo matutino amanhecer uma paz transcendental que atravessa o pacífico.
Só por você e mais ninguém.
Na bagunça do meu coração, um quarto. Nas paredes, meus cantos e um jeito só meu que também é seu. Poetas, tiramos o cabaço das palavras e as levamos ao paraíso!
Destrutivamente belo, de um amor faço poesia e confesso que jamais vi tamanha simetria, por isso, só tenho a agradecer por fazer o meu mundo girar.
Sem mais, um abraço.
Sim, no céu.
Procure no seu coração, revire a sua alma e relaxe as idéias, para então, ver que estarei sempre com você. Nesse mundo ou no próximo, até além do adiante.
Nos meus olhos, uma queda d’água orvalha sincera e minha face é assim nutrida, manchando para sempre esse papel de caderno timbrado. Então, lhe pergunto: o que é certo?
Emocionalmente nato. Fui feito para isso, carpido e esculpido.
Toda poesia me desgasta e renova, ao mesmo tempo.
QUERO TODAS EM MIM AGORA!
(...)
Choro, mas estou feliz, ouvindo músicas que falam de amor e também de solidão, dei um tempo para encontrar a mim mesmo. Na minha cama toda a minha sinceridade, de um lado pro outro, com a insônia que voa longe pra encontrar você, onde os sonhos não têm pudores e posso transformar dor em inspiração.
Nunca fui tão sincero e amor é tudo o que eu preciso, agora e pra sempre, para perto do crepúsculo matutino amanhecer uma paz transcendental que atravessa o pacífico.
Só por você e mais ninguém.
Na bagunça do meu coração, um quarto. Nas paredes, meus cantos e um jeito só meu que também é seu. Poetas, tiramos o cabaço das palavras e as levamos ao paraíso!
Destrutivamente belo, de um amor faço poesia e confesso que jamais vi tamanha simetria, por isso, só tenho a agradecer por fazer o meu mundo girar.
Sem mais, um abraço.
Sim, no céu.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Conexão.
Acordei esquecendo o meu cansaço,
porque ainda estou na noite passada,
você entrando nos meus sonhos, tocando meu tempo e espaço
e agora do seu corpo conheço cada traço...
Sinto cada pintinha, amo cada partícula
flutuamos juntos no nosso universo particular
rumo as cores mais coloridas e sortidas
então, assim é amar?
Olhar, olhar, olhar, olhar
hipnose de você, POETISA
admirar o teu jeitinho de ser
o que mais eu poderia querer?
Acordei sincero e amável,
porque ainda estou na noite passada
na morada da alma te observando
sintonizando cada gesto, cada palavra
No céu, poesia
Num beijo de ventania
Eu te amo.
Olhar, olhar, olhar, olhar
hipnose de você, POETISA
admirar o teu jeitinho de ser
o que mais eu poderia querer?
porque ainda estou na noite passada,
você entrando nos meus sonhos, tocando meu tempo e espaço
e agora do seu corpo conheço cada traço...
Sinto cada pintinha, amo cada partícula
flutuamos juntos no nosso universo particular
rumo as cores mais coloridas e sortidas
então, assim é amar?
Olhar, olhar, olhar, olhar
hipnose de você, POETISA
admirar o teu jeitinho de ser
o que mais eu poderia querer?
Acordei sincero e amável,
porque ainda estou na noite passada
na morada da alma te observando
sintonizando cada gesto, cada palavra
No céu, poesia
Num beijo de ventania
Eu te amo.
Olhar, olhar, olhar, olhar
hipnose de você, POETISA
admirar o teu jeitinho de ser
o que mais eu poderia querer?
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